Pernambuco tem mais de 651 mil pequenos negócios ativos

O Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado nesta última segunda-feira, dia 05 de outubro, destaca a força de um segmento que ocupa papel estratégico na economia de Pernambuco. De acordo com dados do Sebrae, o estado possui 651,1 mil pequenos negócios ativos, que correspondem a 93,9% das empresas em operação. Juntos, esses empreendimentos contribuem para a geração de empregos, renda e oportunidades em diferentes regiões pernambucanas.


A relevância do segmento também se reflete no mercado de trabalho. Até julho de 2026, os pequenos negócios registraram saldo positivo de 24,2 mil empregos formais no estado, com o setor de Serviços respondendo por cerca de 12 mil novas vagas. O desempenho acompanha uma tendência nacional de participação expressiva das micro e pequenas empresas na economia brasileira, responsáveis por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra, os pequenos negócios movimentam diferentes setores e contribuem para o desenvolvimento dos territórios. Para ele, o crescimento dessas empresas fortalece cadeias produtivas, amplia oportunidades e cria um ambiente mais favorável para novos empreendedores.

Do total de pequenos negócios pernambucanos, cerca de 380 mil são microempreendedores individuais (MEIs), enquanto 223,3 mil são microempresas e 47,7 mil estão enquadrados como empresas de pequeno porte. Até setembro deste ano, mais de 122 mil pequenos negócios foram abertos no estado, resultando em um saldo positivo de 49,5 mil empresas.

O empreendedorismo feminino também tem participação significativa nesse cenário. Aproximadamente 279 mil pequenos negócios são administrados por mulheres, que representam 41,1% dos empresários pernambucanos. Os dados mostram ainda que 50,4% das empresas possuem pelo menos três anos e meio de atividade, indicando a presença de negócios consolidados no mercado.

A movimentação econômica gerada pelos pequenos negócios pode ser observada em diferentes regiões. Em Petrolina, no Sertão, Andréia Henriques ampliou a produção da Delideia Doceria de 10 para 200 bolos por dia. Em Serra Talhada, Paulo Cysneiros estruturou uma cadeia produtiva em torno da Pizza pra 1, envolvendo funcionários formais, produtores rurais e pequenos fabricantes.

Na Zona da Mata, Fátima Lima utiliza a bananeira como matéria-prima e inspiração para os produtos da Fio e Renda, em São Vicente Férrer. Em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, Patrícia Souza mantém o Bar da Fritada, negócio com mais de três décadas de atuação.

No Agreste, Garanhuns reúne a produção da marca de bolos artesanais São Miguel, criada por Carlos Araújo, que comercializa cerca de 8 mil unidades por mês. Em Caruaru, Maria Cecília transformou a experiência com fermentação na De’Lírio Padaria Artesanal e Afetiva.

É nesse contexto que o Sebrae promove, durante todo o mês de outubro, o Movimento Compre do Pequeno. Criada em 2015 em torno do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, a iniciativa busca estimular os consumidores a priorizarem negócios de menor porte e associa a decisão de compra à circulação de renda e à geração de empregos nas próprias comunidades.

Segundo dados do Sebrae, 41% dos consumidores afirmam conhecer o movimento e um em cada três já escolheu comprar de um pequeno negócio como forma de participar da mobilização. Em Pernambuco, a campanha reforça a presença desses empreendimentos em bairros, municípios do interior e periferias, onde muitos deles funcionam como parte importante da economia local.

Os números também revelam desafios. No quarto trimestre de 2025, apenas 24,7% dos donos de negócios pernambucanos estavam formalizados, ante 34,7% na média nacional. No mesmo período, o rendimento médio dos proprietários de negócios formais chegou a R$ 6.115, enquanto entre os informais foi de R$ 1.646.

Ao destacar histórias e indicadores, o Sebrae busca mostrar que a força dos pequenos negócios vai além dos números. Para a instituição, apoiar empreendedores e estimular o consumo em empresas locais contribui para manter recursos circulando nos municípios, fortalecer cadeias produtivas e ampliar as possibilidades de desenvolvimento econômico em Pernambuco.

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