O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a enviar alertas por WhatsApp para beneficiários cuja prova de vida não foi confirmada automaticamente pelo cruzamento de dados das bases do governo. A comunicação é oficial, mas ocorre em uma situação específica e exige atenção dos segurados para evitar que mensagens falsas sejam confundidas com o aviso legítimo.
A mensagem verdadeira é encaminhada exclusivamente pela conta verificada “Governo do Brasil”, identificada pelo selo azul no WhatsApp. O comunicado também deve aparecer na caixa postal do aplicativo Gov.br. Segundo o advogado previdenciário Rômulo Saraiva, o principal cuidado é observar o conteúdo da mensagem e os canais utilizados para o contato.
O aviso oficial tem apenas a finalidade de informar o beneficiário sobre a necessidade de regularização da prova de vida. O INSS não envia links para esse procedimento e não solicita senha, CPF, endereço, informações bancárias, fotografias de documentos ou pagamentos por Pix.
“É fundamental que o segurado não trate toda mensagem sobre o INSS como golpe, mas também não confie cegamente nela. Há um comunicado oficial em circulação, voltado a quem não teve a prova de vida reconhecida automaticamente. A diferença está nos detalhes: conta verificada do Governo do Brasil, aviso no aplicativo Gov.br e nenhuma exigência de dados ou pagamento”, afirma Rômulo Saraiva.
Em caso de dúvida ou pendência, o beneficiário deve consultar a situação diretamente pelo aplicativo ou site Meu INSS, no serviço “Prova de Vida”, ou entrar em contato com a Central 135. O atendimento telefônico funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
A regularização pode ser realizada no banco onde o benefício é recebido, mediante apresentação de documento oficial com foto, ou pelo próprio Meu INSS, por meio de biometria facial. De acordo com a orientação, não é necessário comparecer a uma agência do INSS para realizar o procedimento.
O alerta também chama atenção para golpes que utilizam o nome da prova de vida para obter dados pessoais ou dinheiro dos beneficiários. Entre as estratégias estão o envio de mensagens com links falsos, pedidos de atualização cadastral, cobranças para evitar o bloqueio do benefício e abordagens de pessoas que se apresentam como servidores do instituto.
A recomendação é que o segurado não forneça informações pessoais por mensagens e não realize pagamentos para supostamente regularizar o benefício. Em caso de suspeita, a orientação é interromper o contato e buscar os canais oficiais do INSS para confirmar a situação.
Rômulo Saraiva é advogado pernambucano especializado em Direito Previdenciário e também atua nas áreas trabalhista e de proteção social. Mestre em Previdência pela PUC-SP, possui especialização internacional pela Università di Pisa, na Itália, e é doutorando em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e diretor de Amicus Curiae no IEPREV, Saraiva também atua na produção acadêmica sobre questões previdenciárias. É autor dos livros “Fraude nos Fundos de Pensão” e “Fraudes no INSS” e colunista da Folha de S. Paulo, onde analisa os impactos das políticas previdenciárias no país.
Com informação da Assessoria e imagem de reprodução/ Agência Estado