Galeria Marco Zero abre mostra inédita “Dura Naturalia” dos 40 anos de Rufino

A Galeria Marco Zero abre ao público, no dia 30 de abril, às 18h, a exposição “Dura Naturalia”, do artista paraibano José Rufino, com curadoria de Daniel Donato. A mostra apresenta um panorama de mais de quatro décadas de produção do artista, reunindo obras históricas e inéditas em diferentes linguagens, como esculturas, pinturas, desenhos e instalações produzidas desde a década de 1980 até trabalhos recentes de 2026.


A proposta da exposição é promover um diálogo entre obras antigas e novas, criando, segundo o artista, um sistema de “contaminação e incorporação” entre as peças. A iniciativa busca oferecer ao público uma leitura dinâmica da memória e da matéria, conceitos centrais na produção de Rufino, que trata a história como um campo em constante transformação e estabelece conexões entre registros do tempo e processos naturais.

O título “Dura Naturalia” faz referência à obra “Parva Naturalia”, do filósofo Aristóteles, cujos estudos sobre memória, sensação e outros aspectos da vida são revisitados pelo artista sob uma perspectiva contemporânea. A exposição está organizada em três núcleos, que agrupam trabalhos a partir de objetos carregados de história e ressignificados por meio da intervenção artística.

Entre os destaques está a série “Cartas de Areia”, considerada o trabalho mais antigo da mostra, construída a partir de correspondências familiares escritas entre 1920 e 1950. Sobre esses documentos, Rufino insere desenhos, pinturas e símbolos que evocam memórias e narrativas pessoais. Também integra a exposição a série “Purgatio”, que investiga as relações entre história e natureza a partir dos paradoxos da modernidade, além de obras inéditas e produções da série “Phantasmagoria”, desenvolvidas durante a pandemia.

Outro ponto de destaque é a obra “Spectrum”, elaborada a partir de recortes de jornais ligados ao universo do artista norte-americano Andy Warhol, cedidos por seu irmão, John Warhola. A peça incorpora intervenções pictóricas inspiradas em testes de Rorschach e já foi apresentada anteriormente no Museu Andy Warhol, nos Estados Unidos.

Com formação em Geologia e Paleontologia, José Rufino incorpora em sua produção conceitos como escavação, descoberta e vestígio, elementos que atravessam sua trajetória artística. Ao longo da carreira, o artista acumula participação em mais de 350 exposições no Brasil e no exterior, incluindo bienais e mostras de relevância no circuito contemporâneo.

A exposição segue em cartaz até o dia 19 de junho, com visitação de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

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