Audiovisual pernambucano ganha novos projetos com 20ª edição do Funcultura

O Governo de Pernambuco divulgou nesta última sexta-feira (14) o resultado final do 20º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2025/2026). A nova edição contempla projetos de diferentes regiões do Estado e etapas da cadeia produtiva do audiovisual. Entre as propostas selecionadas estão os longas-metragens “Quem Não Deve, Não Treme”, de Petrolina, e “Quem Não Conhece Lolita, Não Conhece o Recife”, de Bezerros. Também foram contemplados os curtas “A Rasga-Mortalha e a Jurema”, de Arcoverde, e “Épitacio Pessoa: O Aprendiz do Rei do Baião que Virou Mestre”, de Granito.


O edital ainda inclui iniciativas voltadas à formação e à difusão audiovisual, como o “Primeiro Corte – Residência de Montagem no Sertão do Pajeú”, em Afogados da Ingazeira, e o “Cine Caatinga – Experiências Audiovisuais no Sertão”, em Petrolina. Lançado em 2007, o Funcultura Audiovisual chega à 20ª edição consolidado como uma das principais políticas públicas de incentivo ao setor em Pernambuco. Ao longo de duas décadas, o programa ampliou o foco para além da produção de filmes.

Atualmente, o edital contempla áreas como desenvolvimento de projetos, produção, finalização, distribuição, difusão, preservação, pesquisa, formação, cineclubismo, games, televisão e desenvolvimento regional. Segundo Clarice Andrade, diretora de Fomento da Fundarpe e presidente da Comissão de Editais Funcultura, a política passou, nos últimos anos, a considerar de forma mais estruturada toda a cadeia produtiva do audiovisual.

A mudança também ocorreu na composição dos recursos. A identificação de saldos não utilizados e de valores de anos anteriores permitiu ampliar, nos dois últimos anos, em R$ 7 milhões o orçamento total dos editais Funcultura, que passou de cerca de R$ 32 milhões para aproximadamente R$ 39 milhões.No Funcultura Audiovisual, o orçamento saltou de R$ 9,28 milhões até 2024 para R$ 11,31 milhões nos anos seguintes. Na categoria de longa-metragem, o valor disponível passou de R$ 1,8 milhão para R$ 2,6 milhões.

As políticas de incentivo também passaram a incorporar mecanismos mais abrangentes de ações afirmativas, considerando critérios relacionados a raça e etnia, gênero, pessoas com deficiência e povos e comunidades tradicionais. A regionalização dos recursos também ganhou espaço nos editais, com medidas destinadas a estimular projetos e equipes de fora da Região Metropolitana do Recife e ampliar a execução das iniciativas no interior do Estado.

Outra frente de expansão envolve a articulação com políticas nacionais. Pernambuco foi aprovado no Edital de Arranjos Regionais do Ministério da Cultura, com contrapartida estadual de R$ 4 milhões para viabilizar um aporte federal de R$ 20 milhões. Os recursos adicionais serão destinados a projetos de longa-metragem, produtos para televisão e vídeo sob demanda, além de iniciativas de distribuição e comercialização.

Na área administrativa, o Funcultura também passou por um processo de digitalização. Desde o ciclo 2024/2025, inscrições, resultados, recursos e outras etapas passaram a ser realizados de forma eletrônica. A mudança inclui ainda o acompanhamento digital de processos como contratação, pagamento e conclusão dos projetos. Nos editais publicados a partir de 2025, houve também revisão dos critérios de pontuação e da metodologia de cálculo das notas.

Com duas décadas de atuação, o Funcultura Audiovisual acompanha a expansão e a diversificação do setor em Pernambuco e, no novo edital, reforça a estratégia de ampliar o acesso aos recursos, descentralizar os investimentos e fortalecer diferentes segmentos da cadeia audiovisual de acordo com os responsáveis pelo programa.

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