A queda de cabelo deixou de ser um problema associado apenas ao envelhecimento masculino e passou a atingir, de forma crescente, jovens e mulheres. O avanço dos casos de alopecia no Brasil tem preocupado especialistas, que reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar a progressão da doença e minimizar impactos emocionais e na qualidade de vida.
A alopecia androgenética, considerada a forma mais comum da condição, já apresenta sinais em cerca de 20% dos jovens e pode atingir até 90% da população ao longo da vida, segundo dados da literatura médica. O quadro é caracterizado pela perda progressiva dos fios e está relacionado principalmente a fatores genéticos e hormonais.
De acordo com o médico tricologista Dr. Wellington Marques, da Clínica Novo Fio, a demora em buscar ajuda especializada ainda é um dos principais obstáculos para o tratamento eficaz. “Muitas pessoas acreditam que a queda capilar é algo natural e acabam procurando atendimento apenas quando a perda já está avançada. O diagnóstico precoce é fundamental para preservar os fios e melhorar os resultados do tratamento”, afirma.
Nos homens, a alopecia costuma provocar recuo da linha frontal e formação de entradas. Já entre as mulheres, o afinamento ocorre de forma mais difusa, dificultando a identificação nos estágios iniciais. Além da alopecia androgenética, especialistas também observam aumento de casos de eflúvio telógeno, condição marcada por queda intensa dos fios após períodos de estresse, alterações hormonais ou doenças, e de alopecia areata, de origem autoimune.
Especialistas apontam que mudanças no estilo de vida têm contribuído para o crescimento do problema entre os mais jovens. Rotinas intensas, alimentação inadequada, privação de sono, ansiedade e sobrecarga emocional aparecem entre os fatores associados ao aumento da queda capilar.
Além das alterações físicas, a alopecia pode provocar impactos importantes na saúde mental. Pacientes relatam queda da autoestima, insegurança e dificuldade nas relações sociais. Em alguns casos, os sintomas podem evoluir para quadros de ansiedade e depressão.
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames específicos, como a tricoscopia, exame que permite analisar o couro cabeludo e identificar o tipo de alopecia. A partir disso, o tratamento é definido individualmente e pode incluir medicamentos, terapias regenerativas e transplante capilar.
A recomendação médica é procurar avaliação especializada ao perceber sinais persistentes de queda, afinamento dos fios ou falhas no couro cabeludo. Segundo os especialistas, iniciar o tratamento nos primeiros estágios aumenta significativamente as chances de controle da doença e recuperação capilar.
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