Pernambuco começa em Vitória imunização preventiva contra bronquiolite e pneumonia

O município de Vitória de Santo Antão tornou-se, na quarta-feira (11 de fevereiro), o ponto de partida em Pernambuco para a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia teve início na Policlínica da Criança e marcou uma nova etapa de proteção à primeira infância contra as formas graves de bronquiolite e pneumonia.


O imunobiológico passou a ser indicado para bebês prematuros, nascidos com menos de 36 semanas gestacionais e seis dias, além de crianças de até 2 anos incompletos (1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentavam comorbidades elegíveis. A medida ampliou a prevenção durante o período de maior vulnerabilidade aos vírus respiratórios.

A iniciativa integrou o Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE), coordenado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, que distribuiu as doses para maternidades e serviços especializados em todo o estado. Vitória foi escolhida como município para dar início à aplicação.

A superintendente de Imunizações da pasta, Magda Costa, acompanhou o começo da estratégia na cidade e destacou a importância da ação para reduzir complicações respiratórias. Ela afirmou que a iniciativa representava uma etapa fundamental para diminuir os casos de bronquiolite e pneumonia em todo o estado.

O coordenador do Programa Municipal de Imunização, Ewerton Thiago, ressaltou que a rede de saúde havia sido preparada para incorporar o novo imunizante ao SUS. Segundo ele, os profissionais foram capacitados e o fluxo de atendimento foi organizado para garantir acolhimento qualificado às famílias.

A estratégia ocorreu durante a sazonalidade dos vírus respiratórios, entre fevereiro e agosto, período de maior circulação de agentes causadores de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. O nirsevimabe atuou como anticorpo monoclonal preventivo, oferecendo proteção direta contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por internações nessa faixa etária. Estudos apontaram que a aplicação reduziu significativamente os casos graves e a necessidade de hospitalização.

Para ter acesso à dose, os responsáveis precisaram procurar inicialmente o posto de saúde mais próximo de sua residência. A unidade básica realizou o encaminhamento para a Policlínica da Criança, onde ocorreu a triagem, realizada às sextas-feiras, mediante agendamento. No próprio posto, as famílias receberam orientações sobre os documentos e laudos médicos necessários. A Secretaria reforçou que a triagem foi destinada apenas à avaliação e ao agendamento, não sendo necessário levar a criança nesse primeiro momento.

A expectativa foi ampliar a proteção da primeira infância e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde durante o período crítico de circulação viral. Com a iniciativa, Pernambuco avançou na prevenção de doenças respiratórias e fortaleceu a política pública de cuidado com crianças em situação de maior risco.

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