Durante a campanha Julho Verde, que chama atenção para a prevenção e tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço, especialistas ressaltam a importância de colocar o controle da dor no centro do cuidado oncológico. A dor persistente é um dos sintomas mais recorrentes em pacientes com câncer e pode comprometer gravemente a qualidade de vida.
O médico geriatra e especialista em cuidados paliativos Davi de Brito Câmara, da Clínica Intrador, destaca que o alívio da dor deve ser considerado parte essencial do tratamento. “Ignorar a dor é desumanizar o cuidado. O paciente que sofre com dor intensa tem seu dia a dia comprometido, perde o apetite, o sono e, muitas vezes, a motivação para seguir em frente com o tratamento”, alerta.
Nos cuidados paliativos, a dor é tratada de forma ampla, com estratégias que envolvem desde o uso racional de medicamentos até terapias não farmacológicas, como suporte psicológico e práticas integrativas. A atuação é multidisciplinar e busca compreender o sofrimento em sua totalidade – física, emocional e social.
Além da dor, sintomas como fadiga, náuseas, ansiedade e insônia também são alvos da atenção paliativa. O objetivo é garantir que o paciente viva com o máximo de conforto, autonomia e dignidade, em qualquer fase da doença.
O Julho Verde reforça que cuidar do câncer vai além da cura: é também aliviar o sofrimento e promover qualidade de vida.
Com informação da Assessoria e imagem de Freepik