A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é um problema de saúde que afeta principalmente idosos, podendo comprometer significativamente sua qualidade de vida. Para ampliar a conscientização sobre a condição, o Dia Mundial da Incontinência Urinária é celebrado anualmente em 14 de março. Estudos no Brasil indicam que entre 31,1% e 69,5% das mulheres idosas e entre 17% e 30,5% dos homens sofrem com o problema.
No Recife, o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI), unidade da rede municipal da Secretaria de Saúde, oferece tratamento gratuito para pacientes com disfunções pélvicas, com destaque para a fisioterapia pélvica, um método eficaz na reabilitação da incontinência urinária. O acesso ao serviço é feito por meio da central de regulação do município.
De acordo com a fisioterapeuta pélvica do HECPI, Clara Barros, a unidade realiza uma triagem detalhada antes do início do tratamento. “Realizamos uma anamnese para entender as queixas do paciente, preenchendo uma ficha de avaliação. Após essa etapa, o paciente aguarda ser chamado para iniciar as sessões”, explica.
A incontinência urinária pode ser classificada em três tipos principais: de esforço, de urgência e mista. “A de esforço ocorre devido à disfunção do assoalho pélvico, sendo influenciada por fatores como obesidade, gestação e envelhecimento. Já a de urgência está associada à hiperatividade ou irritação da bexiga. É fundamental realizar uma avaliação individualizada para determinar o melhor tratamento”, ressalta Clara.
Além do desconforto físico, a condição pode levar a problemas sociais e emocionais, como isolamento e baixa autoestima. Nos idosos, a perda excessiva de urina pode tornar o chão escorregadio, aumentando o risco de quedas e assaduras. “Muitas pessoas deixam de sair e até de viajar por conta do problema”, destaca a fisioterapeuta.
O tratamento no HECPI ocorre de segunda a sexta-feira, das 07h às 13h, com sessões semanais durante um período de 10 semanas. A abordagem inclui exercícios pélvicos, liberação muscular e, em alguns casos, o uso de equipamentos específicos.
Segundo Clara Barros, os primeiros sinais de melhora costumam surgir entre duas e três sessões, mas a eficácia do tratamento depende da adesão do paciente. “Os exercícios devem ser realizados em casa para otimizar os resultados”, conclui a profissional.
* Com informação da Assessoria