Com a proximidade do fim do ano, muitas pessoas voltam a se perguntar se estão conseguindo cumprir as metas financeiras que traçaram para 2025. Quitar dívidas, reduzir despesas, investir ou realizar uma viagem são alguns dos objetivos mais comuns, mas a falta de organização financeira ainda é um obstáculo para muitos brasileiros. Segundo especialistas, este é o momento ideal para revisar o planejamento e fazer os ajustes necessários para terminar o ano no azul.
Uma pesquisa da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), em parceria com o Datafolha, revelou que 76% dos brasileiros têm alguma meta de planejamento financeiro — seja de curto, médio ou longo prazo. As principais estratégias adotadas incluem poupar (30%), trabalhar mais (30%), investir (22%) e cortar custos (18%). No entanto, o estudo também mostra que fatores como imprevistos, perda de renda e aumento do custo de vida podem comprometer o alcance dessas metas.
Para o sócio e líder da XP no Norte e Nordeste, Paulo Pereira Filho, revisar o planejamento financeiro é essencial. “Agora é o momento ideal para fazer essa reflexão. O planejamento precisa estar sempre à vista e ser ajustado com frequência. É ele que dá clareza sobre onde se está e o que é preciso fazer para chegar onde se quer”, orienta o especialista.
De acordo com ele, um bom planejamento financeiro se sustenta em cinco pilares: identificar, planejar, controlar, investir e avaliar. Isso significa conhecer detalhadamente receitas e despesas, planejar com base na realidade atual, evitar gastos por impulso, definir metas de investimento e monitorar constantemente os resultados. “Essas etapas garantem o equilíbrio financeiro e ajudam a manter o foco até o fim do ano”, explica.
Paulo recomenda que 70% da renda mensal seja destinada a despesas essenciais e 30% a investimentos e objetivos futuros, como aposentadoria e desenvolvimento profissional. Ele também reforça a importância de contar com o apoio de um assessor de investimentos para definir estratégias personalizadas conforme o perfil de cada pessoa.
Além de revisar o orçamento, o especialista destaca a necessidade de manter uma relação saudável com o dinheiro e construir uma reserva financeira para lidar com emergências. “Os juros básicos estão no maior patamar dos últimos 20 anos. Por isso, a renda fixa se mantém como uma boa alternativa, oferecendo segurança e retorno robusto”, afirma.
Entre as opções indicadas estão CDBs, LCIs, LCAs e fundos de investimento voltados à renda fixa, que ajudam o investidor a proteger o patrimônio e alcançar as metas traçadas para 2025 com mais estabilidade e previsibilidade.
Com informação da Assessoria e imagem de Marcelo Cabral Jr/ Agência Brasil