Campanha Fevereiro Roxo destaca sinais iniciais do Alzheimer

A campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre doenças crônicas como o Alzheimer, reforça que a enfermidade vai além da perda de memória, sintoma mais conhecido pela população, e pode ter como primeiros sinais mudanças de comportamento e dificuldades na execução de tarefas cotidianas. Neurodegenerativa, a doença provoca a morte de neurônios e o encolhimento do cérebro, resultando em declínio cognitivo e, em estágios mais avançados, comprometimento de funções motoras.


Embora esquecer fatos recentes, se perder em locais conhecidos e apresentar dificuldade para encontrar palavras estejam entre as manifestações mais comuns, especialistas alertam que alterações sutis podem surgir antes desses indícios clássicos. Segundo o médico clínico e paliativista Wagner Reis, da Clínica Florence Recife, idosos que antes tinham facilidade com tecnologia podem começar a apresentar dificuldades, enquanto pessoas produtivas passam a errar tarefas simples, demonstrando prejuízos no planejamento da rotina e na tomada de decisões, reflexos do comprometimento das redes cerebrais causado pela doença.

Apesar de ser crônica e progressiva, o Alzheimer pode ter seus sintomas amenizados com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, especialmente por meio de reabilitação multidisciplinar, indicada em todas as fases. No estágio inicial, o objetivo é preservar a autonomia, estimular funções cognitivas e fortalecer o condicionamento físico; já nas fases moderadas, a atuação busca reduzir perdas funcionais e prevenir síndromes de imobilidade e fragilidade.

Outro ponto destacado é o cuidado paliativo, frequentemente associado apenas ao fim da vida, mas que pode ser iniciado logo após o diagnóstico para garantir qualidade de vida, controle de sintomas e respeito às escolhas do paciente, permitindo que ele expresse suas vontades enquanto ainda consegue se comunicar.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 10 milhões de novos casos de demência são registrados anualmente no mundo, enquanto, no Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência aponta que 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com algum tipo da condição, número que pode chegar a 5,7 milhões de pessoas até 2050.

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