Pedro Índio retrata tradições de Pernambuco em mostra no Compaz

A cultura popular pernambucana será destaque na Galeria Pedra do Reino, no Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A partir da próxima terça-feira (1º), o espaço recebe a exposição “Pernambuco: Folclore e Folguedos”, do artista Pedro Índio. A abertura acontece às 17h30 e contará com vernissage, relançamento do livro que dá nome à mostra e uma performance musical do artista. A visitação será gratuita e poderá ser feita diariamente, das 9h às 17h, até 4 de outubro.


A exposição reúne pinturas inspiradas em manifestações tradicionais de Pernambuco, entre elas maracatu, frevo, pastoril e ciranda. Nas obras, Pedro Índio utiliza cores, formas e movimentos para representar personagens, ritos, indumentárias e instrumentos ligados aos folguedos. A proposta vai além da reprodução de cenas festivas e busca preservar aspectos históricos, afetivos e simbólicos dessas manifestações.

A mostra integra a programação do Mês do Folclore e reforça a importância das artes visuais como instrumento de preservação da memória cultural. A curadora e gerente da Galeria Pedra do Reino, Ana Veloso, destaca que a exposição possibilita ao público conhecer a diversidade das tradições populares e perceber como elas permanecem vivas e em constante transformação.

A escolha do Compaz como espaço para a exposição também amplia o acesso da população à produção artística. O equipamento recebe diariamente crianças, jovens, famílias e moradores da região, aproximando o público das obras e das manifestações culturais retratadas pelo artista. Durante a abertura, será relançado o livro “Pernambuco: Folclore e Folguedos”, publicação que reúne 35 obras de Pedro Índio e pesquisas sobre manifestações culturais pernambucanas. A obra foi lançada originalmente em 2024, durante a Fliporto, dentro de um projeto de valorização da cultura popular incentivado pela Lei Rouanet.

A publicação apresenta informações sobre caboclinho, ciranda, frevo, pastoril e maracatu, além das imagens produzidas pelo artista e textos do historiador Antonio Campos. O livro também possui recursos de acessibilidade, como audiodescrição e conteúdo em inglês.

Com uma produção marcada pela combinação entre realismo e simbolismo, Pedro Índio construiu uma trajetória dedicada à valorização da cultura nordestina. Nascido no Recife, morador de Olinda e descendente do povo Fulni-ô, de Águas Belas, o artista também atua como escultor, entalhador, compositor e músico.

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