Dia Internacional de Conscientização alerta para prevenção e vacinação contra o HPV

O Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, lembrado em 4 de março, reforça a importância da prevenção contra o papilomavírus humano, vírus associado a diversos tipos de câncer. A data mobiliza profissionais de saúde e instituições para disseminar informações seguras sobre formas de transmissão, sintomas, diagnóstico e tratamento.


O HPV é transmitido por meio do contato direto com pele e mucosas, sendo mais comum durante relações sexuais. A infecção pode atingir regiões genital e anal, além da boca e garganta. Considerada a infecção sexualmente transmissível (IST) mais frequente, costuma acometer 54,6% dos jovens entre 16 e 25 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Entre as principais complicações estão os cânceres de colo do útero, vulva, pênis, ânus, boca e garganta. Também pode provocar verrugas genitais e outras lesões. Apesar da alta incidência, a prevenção é possível e eficaz.

As vacinas contra o HPV estão disponíveis gratuitamente no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e também em clínicas privadas. A imunização é indicada para homens e mulheres de 9 a 45 anos.

De acordo com a ginecologista Maria Carolina Valença, a vacinação é a principal estratégia preventiva. “Vacinar é uma medida eficaz contra as infecções pelos tipos de HPV contemplados na vacina. Aliado a isso, o uso de preservativos em todas as relações sexuais reduz o risco de transmissão, e os exames preventivos são fundamentais, especialmente para evitar o câncer do colo do útero”, explica.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o Brasil alcançou, em 2024, mais de 82% de cobertura vacinal entre meninas de 9 a 14 anos, superando a média global de 12%. Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chegou a 67%.

Nos casos de infecção oral por HPV, os cuidados também incluem o uso de preservativos em todas as práticas sexuais, além da manutenção da higiene bucal, alimentação equilibrada e evitar álcool e cigarro.

O cirurgião de Cabeça e Pescoço André Raposo alerta para os sinais de câncer na região da boca e orofaringe. “Feridas que não cicatrizam, manchas, tumorações na cavidade oral, nódulos no pescoço e rouquidão persistente são sintomas que merecem atenção”, afirma.

Ele orienta a realização do autoexame e a busca por atendimento médico caso os sinais não desapareçam. Dados preliminares do projeto STOP-HPV, do Ministério da Saúde, indicam que pessoas com infecção por HPV oral têm 6,29 vezes mais chances de desenvolver câncer de cabeça e pescoço.

A recomendação dos especialistas é clara: ao primeiro sinal de alteração, é fundamental procurar um profissional de saúde. Informação, vacinação e acompanhamento médico são aliados essenciais na prevenção e no combate aos cânceres associados ao HPV.

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